Então. Decidi escrever sobre um
tipo de som que sempre me agradou por demais. O duro é que, quando eu assumo
gostar de música pop francesa, uns dizem que é metidez e outros que é breguice. Ainda bem que há 27 anos eu venho
enfiando o que as pessoas pensam sobre mim na privada (até mesmo coisas boas
que não me cabem).
O importante é que o pop francês
não para de fabricar musiquinhas que alegram a nossa vida ou embelezam a nossa
fossa.
Eis alguns exemplos:
Emilie Simon I Para os americanos, a pronúncia é
Émili Saimon e para os franceses Emiliê Simun (“u” com a boca do “o” ou “o” com a boca do “u”, sei lá!). Ninguém sabe
ao certo como chamá-la. Mas quem não se lembra da Marcha dos Pingüins ou La Marche de l'Empereur?
Aquela trilha sonora merveilleux é
dela. No entanto, confesso que a minha preferida da bela francesinha é Fleur de
Saison, do álbum Vegetal. Ela compõe e produz que é uma beleza!
Coralie Clement I Não sei muito sobre a Coralie.
Nem vou fazer uma pesquisa de última hora para pagar de entendida. Achei o
perfil dela no Myspace há alguns anos e apreciei. Também me lembro de ter
ouvido Samba de mon coeur qui bat no filme Alguém tem que
ceder (Something's
Gotta Give).
A música é ótima e aqueceu meu <3.
Nouvelle Vague I Amo Nouvelle Vague. Também os
conheci pelo Myspace, que, aliás, era uma bela ferramenta para garimpar música
boa. A banda francesa, que na verdade é um coletivo de músicos, homenageia a
movimentação cultural dos anos 60 – o nome já diz tudo né? – inclusive a nossa
nouvelle vague, a bossa nova. O grupo também faz covers de várias bandas que a
gente gosta muito. Adicionei alguns membros do NV no Facebook e quase sempre
algum deles posta alguma referência da nossa música em seu perfil. Acho phyno. A
minha preferida deles é Let me go, cover do Heaven 17.
Justice I Tudo bem vai, eles não cantam em francês. Eles nem
cantam, na verdade fazem remixes de músicas bacanas. Mas são franceses. E eu batia
cabelo com vontade nas boates de Curitiba ao som de:
Air I Eu não entendo de música eletrônica o suficiente para defini-los. Talvez porque eles não se prendam somente a esse estilo. Só sei que as composições da banda preferida da Sofia Copolla são muito boas e fogem de todo o pop que vemos por aí, sem ser aquele alternativo chatinho.
E para terminar, a musa. Aquela
que embeleza a fossa. A história dos pais dessa francesa
(que nasceu em Londres) valeria mais um post sobre a música da terra da baguette. Charlote
Gainsburg:
Gabrielle Seraine escreve para
esse blog. Ela é descendente de franceses do Piauí (é verdade).


















