Maio 03, 2012

Ahhhh... O pop francês!


Então. Decidi escrever sobre um tipo de som que sempre me agradou por demais. O duro é que, quando eu assumo gostar de música pop francesa, uns dizem que é metidez e outros que é breguice. Ainda bem que há 27 anos eu venho enfiando o que as pessoas pensam sobre mim na privada (até mesmo coisas boas que não me cabem).

O importante é que o pop francês não para de fabricar musiquinhas que alegram a nossa vida ou embelezam a nossa fossa.

Eis alguns exemplos:


Emilie Simon I Para os americanos, a pronúncia é Émili Saimon e para os franceses Emiliê Simun (“u” com a boca do “o” ou  “o” com a boca do “u”, sei lá!). Ninguém sabe ao certo como chamá-la. Mas quem não se lembra da Marcha dos Pingüins ou La Marche de l'Empereur? Aquela trilha sonora merveilleux é dela. No entanto, confesso que a minha preferida da bela francesinha é Fleur de Saison, do álbum Vegetal. Ela compõe e produz que é uma beleza!



Coralie Clement I Não sei muito sobre a Coralie. Nem vou fazer uma pesquisa de última hora para pagar de entendida. Achei o perfil dela no Myspace há alguns anos e apreciei. Também me lembro de ter ouvido Samba de mon coeur qui bat no filme Alguém tem que ceder (Something's Gotta Give). A música é ótima e aqueceu meu <3.
  


Nouvelle Vague I Amo Nouvelle Vague. Também os conheci pelo Myspace, que, aliás, era uma bela ferramenta para garimpar música boa. A banda francesa, que na verdade é um coletivo de músicos, homenageia a movimentação cultural dos anos 60 – o nome já diz tudo né? – inclusive a nossa nouvelle vague, a bossa nova. O grupo também faz covers de várias bandas que a gente gosta muito. Adicionei alguns membros do NV no Facebook e quase sempre algum deles posta alguma referência da nossa música em seu perfil. Acho phyno. A minha preferida deles é Let me go, cover do Heaven 17.




Justice I Tudo bem vai, eles não cantam em francês. Eles nem cantam, na verdade fazem remixes de músicas bacanas. Mas são franceses. E eu batia cabelo com vontade nas boates de Curitiba ao som de:



Air I Eu não entendo de música eletrônica o suficiente para defini-los. Talvez porque eles não se prendam somente a esse estilo. Só sei que as composições da banda preferida da Sofia Copolla são muito boas e fogem de todo o pop que vemos por aí, sem ser aquele alternativo chatinho. 




E para terminar, a musa. Aquela que embeleza a fossa. A história dos pais dessa francesa (que nasceu em Londres) valeria mais um post sobre a música da terra da baguette. Charlote Gainsburg:





Gabrielle Seraine escreve para esse blog. Ela é descendente de franceses do Piauí (é verdade).

Fevereiro 24, 2012

Conversas de varanda


Felipe Pinheiro - utilizada sem autorização..rs.


Fazer algo com os amigos é ótimo, mas não fazer nada juntos é melhor ainda.


Nada tem feito mais falta nos últimos dias quanto uma boa conversa de varanda, daquelas que ocorrem nos despretensiosos encontros entre amigos.

_ Vai fazer algo esse fim de semana?
_ Não, cara...
_ É, eu também não.
_ Então bora fazer nada juntos?


Aí logo aparecem mais dois ou três desocupados, órfãos de baladas, descrentes da socialização, cansados da montação e do esquenta.

Comigo e os meus amigos sempre foi assim. Depois de uma semana inteira combinando qual seria a boate da vez, acabávamos todos jogados em casa, falando todas as besteiras e sujeiras possíveis e no volume desejado.  

Escrevo sobre eles no passado, pois não estão na minha cidade nesse momento. Ou melhor, eu não estou na cidade deles. Ou melhor, a cidade deles é a minha. Sei lá.

Baladas são ótimas. Meninas de vestido curtinho, mais preocupadas com a foto “cazamigas” do que com o ambiente ao redor. Meninos com aquele sapatênis e uma camiseta da marca da moda que deixa os músculos à mostra (meu Deus, nem sei de que tipo de balada estou falando). Musiquinha do DJ da moda. Se a balada for mais alternativa e descolada, tocará a música alternativa e descolada da moda. Baladas são ótimas.

Só que a conversa da varanda é melhor ainda. Nela não há terceiras intenções, mas podem surgir flertes. Não há modinhas regendo o comportamento da galera, logo, há espaço para novas idéias. Pode haver bebidas (mais em conta do que na balada), psiconanãs (mais em conta que nas baladas) e alguém com mais talento ainda pode esboçar um jantar gostoso.

Podem me chamar de velha, mal comida, mal amada, mal passada. Tenho todos os atributos de mulher-moderna-bonita-magra-inteligente aqui comigo. Posso apresentá-los a hora que for conveniente. Mas prefiro usá-los dentro de uma calça jeans e uma t-shirt básica em casa, em uma varanda, conversando com os melhores amigos. Algo errado?

Janeiro 19, 2012

Sou Nara, sou Elis




Rivais, mas com muitíssimo em comum, Nara Leão e Elis Regina têm o dia 19 de janeiro como data de nascimento e morte. Nara nasceu e Elis morreu.
Eis aqui minha pequena homenagem a essas mulheres que viviam de canções.



eu sou mestre e aprendiz
sou o falante e o que cala

sou o poeta de uma vida só
sou o feliz e o que chora

sou humano, mas cortante metal
sou o quadrante que desorienta

flor de liz e erva daninha

além de muro, sou casa
além de tudo, sou nada

nobre e pobre
pequena e grande

perdida, mas dona do meu nariz

sou Nara, sou Elis.


Janeiro 03, 2012

Não quero amor requentado


Brasília 16.12.11

Na data não tive coragem de publicar, mas agora tenho de sobra.


Não quero amor requentado
Amor forçado
Que se estica para não magoar

Não quero amor só por telefone,
Só por palavras solenes, protocolares e
Bem colocadas

Dispenso amor em parcelas,
Felicidade em leasing não existe
Aliás, pode ser que a felicidade nem exista
Não gaste seu tempo

Estou pouco ligando para conveniências
Quero convivência pura e sem fachadas

E não quero ter que estancar o sangue
Só porque você está a fim de mudar de assunto

Quero meus dias de sol fraquinho
Tardes de café quente
Noites de cabelos ao vento
Conversas no lixo, bobas e ótimas.
Com amigos ou sem,
Acompanhada de mim.



E essas palavras me fizeram lembrar disto:

Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa 
porque não quer
não porque não tem asa

Paulo Leminski


Por hoje é isso...

Dezembro 13, 2011

Eu indico: Stephan Doitschinoff

Hoje tudo se copia. Nada é novo debaixo do sol, já disse o pregador no livro de Eclesiastes. Fico cansada de artistas que se repetem ou transformam sua arte em banalidade (haja vista Romero Brito). Não sou artista visual, mas me interesso pelo assunto. Estudei fotografia por um ano e desde então minha noção de composição, espaço e principalmente sobre o texto contido na imagem, mudou. Não quero ser levada a sério como crítica no assunto, sei que não tenho o conhecimento suficiente para isso, mas gosto de dar meus pitacos. E é por esse motivo que hoje tenho o prazer de compartilhar algo que considero bom. Bom porque é pensado, vivido e expressado. Não é feito sob encomenda para uma linha de produção. A arte em questão é de Stephan Doitschinoff. 

Gosto de pensar na minha ascendência (religiosa) em comum como Stephan. Em minha família são quatro gerações de evangélicos entre metodistas e batistas. Não há como se desvencilhar do pensamento religioso, por mais  repulsivo que ele seja em alguns momentos. Isso está claro na arte de Stephan, que também se abriu para outras manifestações religiosas.   

Para quem não o conhecia (como eu), seguem informações que podem ser encontradas na Wikipédia. Em seguida há uma pequena galeria com obras do artista.

Autodidata, Stephan Doitschinoff, conhecido como Calma, filho de um pastor evangélico, neto e bisneto de espíritas e com passagem por terreiros de umbanda, tem sua obra marcada por elementos religiosos. Durante a juventude, já mergulhava em aspectos das religiões orientais, alquimia e arte sacra que também foram incorporados à sua obra.
Envolvido com o skate e movimentos punk e hardcore de São Paulo, passou a mostrar seus trabalhos para outros públicos e assimilar novas características, quando também, em parceria com o cenógrafo Zé Carratu, passou a elaborar capas de discos de bandas e cenários para grandes shows de rock da década de 90.
Em 2001, criou o Festival de Cultura Indie com a reunião de bandas, curtas-metragens, fanzines e selos independentes, além das exposições individuais de fotógrafos e pintores .A partir de 2002, passou a incorporar à pintura outros elementos como pôsteres, adesivos e estênceis, o que deu um vigor mais urbano para suas obras e rendeu convites para exposições nos Estados Unidos e Europa.
Após fazer uma residência na Inglaterra, retornou ao Brasil e mudou-se de São Paulo para a cidade de Lençóis, no interior da Bahia, onde viveu durante três anos, experiência esta retratada no livro Calma – The Art of Stephan Doitschinoff e no documentário Temporal. Inspirado pelas crenças e histórias de seus moradores, Stephan Doitschinoff desenvolveu seu projeto artístico mais audacioso por meio de intervenções nas casas de famílias de várias comunidades, assim como pintando uma capela e túmulos no cemitério de Lençóis. Essas experiências, que colocaram a cidade na rota nacional de história de arte alternativa, estão registradas no documentário Temporal.
Em abril de 2010, montou exposição na Galeria Choque Cultural, onde, além de expor pinturas e objetos, encenou uma performance da qual participaram as atrizes Kika Martinez e Carolina Manica.
No mesmo ano, a convite do grupo de hip hop N.A.S.A., desenvolveu uma animação para a música Strange Enough.
Já expôs suas obras no Museu de Arte de São Paulo e Museu de Arte Contemporânea de San Diego e, em 2011, tem marcada sua segunda exposição individual em Nova Iorque na Galeria Jonathan LeVine (a primeira foi em 2008 e se chamou Novo Mundo).















Novembro 08, 2011

Bilhetes emitidos, frio na barriga.




Começou em Tirana, capital da Albânia, a minha jornada de 10 dias pelo exterior. O que foi também o meu debut, pois nem a Ponte da Amizade eu havia atravessado.

A capital albanesa é cheia de rodinhas de homens mancomunando algo e mulheres de permanente. Os prédios são listrados, com bolinhas e toda sorte de estampas. Essa foi a medida que um prefeito extravagante tomou para apagar o cinza do regime comunista. Os varais carregados de roupas ficam para fora das janelas mesmo na região central da cidade.

Tudo parece estranho aos olhos de quem recebeu as coisas prontas como a geração de brasileiros a qual pertenço, mas aquele povo só começou a enxergar o mundo como o vemos há cerca de 20 anos e ainda está um pouco confuso, certamente.

A Shqipëria

A despeito do meu estranhamento, a cidade me recebeu docemente e deixou boas lembranças. Como o motorista do hotel que me emprestou seu telefone particular para eu ligar para o meu namorado ou como as três atendentes de uma lojinha que não me entendiam (nem em inglês, nem no meu pouco italiano), mas queriam resolver o problema de informar o preço das roupas a todo custo. E conseguiram com muita simpatia.

Fiquei impressionada com o tamanho do prédio do ministério da Cultura em Tirana. Enorme e imponente. A julgar pelo tamanho da sede, penso que essa é uma área prioritária para os albaneses. Ou não. Ao menos, a exposição de fotografia espanhola que havia por lá estava ótima.

Em cinco dias guardei uma lembrança carinhosa da Shqipëria (é Albânia em Albanês). Gente boa e comida ótima. Aliás, a comida merecia uns cinco parágrafos desse texto, mas eu posso resumir em três palavras sendo a última a mais legal: fresca, deliciosa e barata.

O fato é que o país ainda é muito pobre se comparado aos vizinhos da zona do Euro e essa pobreza está no espírito deles (como está no espírito de muitos brasileiros). Tomara que o quadro mude nos próximos anos. Torço por eles.

Dos Bálcãs para o Bósforo.

Cheguei a Istambul como uma cara meio feia, pois estava cansada da viagem. Bastou meia horinha de caminhada pela cidade para a carranca ir embora e vir sobre mim uma sensação que permanece até agora: o deslumbramento. Pense em uma cidade linda, cheia de história e modernidade ao mesmo tempo.

Os pontos turísticos mais conhecidos, como a Hagia Sofia, e a Mesquita Azul – O Sultanahmet em geral - são paradas obrigatórias. Tudo é lindo e imponente. Mas o que impressiona mesmo na cidade são as vielas. Você entra em uma delas e pode descobrir uma feira, um restaurante, um banho turco, um bar interessante. São infinitas as possibilidades.


Fui a Taksim e lembrei-me de mim.

E por falar em bares. Taksim. A cereja do bolo da cidade. Milhares de pessoas caminham de forma civilizada rumo aos bares da região. E são muitos, mas muitos mesmo. Duvido que algum cidadão turco conheça  todos. E tive a impressão que cada um é digno de entrar, sentar, começar uma conversa e tomar uma cerveja. Excelente.

Ficamos hospedados na casa de amigos na região de Silsi (os ésses têm cedilha). A vista do apartamento era divina e os anfitriões se declararam apaixonados pela cidade. Quem não ficaria?
Até a hora das orações, que a cidade inteira tem que ouvir em alto e bom som, torna-se agradável com aquele visual.

Ficamos de ir às compras no Gran Bazar, sábado, dia 29 de outubro. Era o dia da Proclamação da República, ou seja, feriado. Ficamos sem Gran Bazar. Havia imagens do Atatürk e bandeiras da Turquia pela cidade toda por conta do evento.

Não exploramos muito o lado asiático de Istambul. Mas estivemos por lá. Pelo menos para ver as pessoas tomando chá à beira do Bósforo e para ver a linda cidade por um outro ângulo. Havia também casas mais modestas e mais mulheres de véu. Em certo momento, cobri a cabeça por conta do frio, mas estar de calça jeans e com o quadril descoberto causou estranhamento e olhares tortos das mulçumanas.


Sobre a bagagem que ninguém vê.

Confesso que ir a lugares tão diferentes me fez descobrir mais do que estava disponível para se ver ou visitar. O mundo é maior do que estamos preparados para conhecer. Talvez alguns não precisem de uma viagem internacional para chegar a essa conclusão (isso economiza uma grana). Parabéns para esses. O fato é que eu sou lenta mesmo. Nós somos. Tem muita gente no mundo à nossa frente.


OBS: Toda a viagem foi organizada pelo meu namorado lindo (Lelê) que teve paciência com a namorada chatinha (e sem experiência internacional) e foi uma maravilhosa companhia. Como sempre. Amo demais. <3


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Setembro 13, 2011

Hoje






















Hoje eu quero uma emoção de graça
quero o momento no instante em que ele acontecer e não depois

Hoje eu não quero ter nas costas o fardo de causar impacto

Não quero nada mais em vista
além do papel e a caneta para essa letra

Hoje não quero curtir uma balada,
eu quero o silêncio profundo vai me convencer de algo que eu não sei ainda

Hoje é o melhor dia que passou
e todos já foram correndo para amanhã cedo

Hoje não há casas com varandas e quintais
e é difícil construir a vida
quando o tempo tira cada tijolo do lugar

Hoje alguém faz seu aniversário
e há quem esteja no berçário
à espera do colo e do peito do tempo

E para não dizer que hoje alguém não morreu
uma esposa perde o seu marido
para um jazigo sedutor que se chama paixão.

Julho 17, 2011

A insistência do tempo e a persistência da memória

Salvador Dalí - A persistência da memória



Não tem muitos dias que fiquei a lembrar de quando éramos (eu, meus irmãos e alguns amigos) felizes moradores da Rua Amintas de Barros (não me lembro o número), Edifício Vega, apartamento 103.
Bem contadinho não éramos felizes, pelo menos não sentíamos (ou sabíamos) isso na época. A nossa realidade era trabalhar para pagar as contas, estudar para vestibulares (alto percentual de insucesso), e na maior parte do tempo, festar.

Só que festar foi uma coisa que fizemos do meio para o final de nossa estada na vizinhança de Dalton Trevisan (ele mora na Amintas de Barros esquina com a Itupava). Antes de descobrirmos nossa vocação mundana, éramos fiéis as questões religiosas. Fiéis mesmo.

Orações, súplicas, histórias mal contadas. Eu, meu irmão e amigos ajoelhados pelas causas dos mais fracos na sala do ap e minha irmã e sua melhor amiga saindo de minissaia para a baladinha (cena comum). O grupo de beatos era firme, mas não suportou as realidades gelatinosas das instituições responsáveis por sua formação religiosa. 


As orações acabaram, as súplicas existem até hoje. Não demorou muito e o grupinho começou a fumar Gudang na janelinha pra sentir tonteirinha e por aí vocês imaginam no que foi dar. Álcool, psicoativos, esbórnia, viralatices. Carnaval em ruas vazias, festinhas com globinho grudado no teto com silver tape, eu dando piti por causa da sujeira, vídeos constrangedores, graças a Deus, perdidos. 


O DCE da UFPR funcionava do outro lado da rua. Era só atravessá-la para estar no pior espaço do universo para se fazer uma festa. Mas elas aconteciam e nós íamos escutar o maracatú suado daquela galera empilhada em um andar do prédio fétido. Tudo muito ruim, mas até disso dá saudade.

Num determinado momento a mana mais velha vem com a nova, "casar-me-ei". Lógico que eu e o mano não poderíamos dar conta das contas sozinhos e voltamos para casa di mama.

A nossa vida no Ap 103 não foi extraordinária, não tínhamos dinheiro (não temos até hoje) e nem muitas ideías de como seria o futuro. Mas foi marcante em todos os sentidos possíveis. Nos abrimos para possibilidades até então desconhecidas. O mundo, aquele lugar abominado pela comunidade religiosa em que vivíamos não nos oferecia mais coerência, mas também não nos prometia isso.

Não é raro eu sentir que estou lá, que minha alma está lá, livre. O tempo passou, mas a minha memória sempre quer me dizer que aquilo foi ontem mesmo e que todas as sensações ainda estão transbordando em meu coração.

O tempo não consegui nos afastar daquelas histórias e por mais que ele tente, vai ter de travar uma batalha com a memória que insiste em resgatar e atualizar aquelas informações todas, a fim de nos fazer reavaliar quem somos hoje, quem fomos naqueles dias e como as duas realidades estão ligadas, óbviamente. A maturidade veio (ou está por vir), os relacionamentos mais sérios vieram, as relações de trabalho mais sérias surgiram, e a vontade de fazer os anos valerem a pena foi o resultado de tudo isso.

E o 103 ainda nos diz algo em todos os momentos. Algo como, o presente pode ser diferente do que o passado nos impôe.  Não consigo pensar em uma conclusão para esse texto e talvez nem tenha. Estamos vivendo a liberdade que aqueles dias construíram com a ajuda da persistência da memória.



Abril 30, 2011

Tarde demais

Nós somos poetas de primeira grandeza,

mas chegamos atrasados ao mundo.

Agora todos acreditam que tudo vai dar certo

e os decepcionados são mortos em quedas de 10° andar.

Tarde demais.


 
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Fevereiro 07, 2011

Sorte


   









sorte no amor
azar no jogo

azar na sorte
amor em jogo

jogo na sorte
amor no azar

azar do jogo
que sorte amar

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